Do Movimento estudantil a uma candidatura a presidência da República
Eu tinha uma visão política oposta a de Eduardo Campos, mas a política é só um detalhe na vida, o que é fato é a política que corria em suas veias desde menino. Campos chegou a ela
como todo jovem engajado, pelo movimento estudantil. Ocupou secretarias
do governo de seu avô. E não era só a política que o fazia um homem de
família. Eduardo Henrique
Accioly Campos, começou no Grêmio estudantil de sua escola no Recife, cresceu e se tornou um dos mais bem avaliados políticos nordestinos. Eu não concordava com vários posicionamentos dele, como o passe livre, que é algo impossível, entre outros, mas era a família a raiz da vida política de Eduardo Campos. O sonho
de chegar à presidência foi ceifado tragicamente. Eduardo Henrique
Accioly Campos, nasceu e cresceu com o DNA político de seu avô,
Miguel Arraes, político emblemático do nordeste brasileiro. Tinha uma relação afetiva com a cultura nordestina.
Um de seus mais ativos fãs partiu há pouco mais de um mês: o escritor
Ariano Suassuna. Em entrevista ao Globo, em junho, Suassuna falava com
admiração de pai sobre o afilhado informal. Ex-secretário de estado na
gestão de Campos, Suassuana classificou o candidato do PSB como “o
político mais brilhante que conheci na vida”. E jovem: Campos completara
49 anos no último sábado. O trágico acidente que matou Campos acontece
na mesma data, 13 de agosto, que seu avô, Miguel Arraes, morreu, em 2005.
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