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sábado, 25 de julho de 2015

Reforma Política

Eita! A coisa virou uma quizomba danada, enquanto as pequenas cidades, como Morretes, aguardam ansiosas as mudanças para o pleito do ano que vem, nada se vê, a não ser o fim da reeleição, o que pode indicar que, de fato, os políticos não têm lá muita disposição para fazer reforma nenhuma. Nesta quarta, a Câmara começou a votar o texto da reforma política que reúne as emendas antes aprovadas.
No Senado, também está em curso uma reforma política. Foi aprovada uma boa proposta: na prática, o texto acaba com as coligações nas eleições proporcionais. Por quê? Ainda que partidos nanicos estejam formalmente coligados a legendas maiores, terão de alcançar, com os seus próprios votos, o coeficiente eleitoral para eleger seus representantes. Vale dizer: ao fazer a distribuição de cadeiras, contam-se os votos de cada legenda, não da coligação.
O Senado já havia aprovado texto parecido, mas foi rejeitado pela Câmara, que, na sua própria reforma, decidiu manter as coligações proporcionais, que é o maior incentivo que se pode dar a nanicos e à fragmentação partidária, um processo sem dúvida nefasto da política brasileira. O texto do Senado, por sua vez, migrará para a Câmara, onde pode ser de novo rejeitado. Como se nota, fazer uma reforma política é coisa bem mais complicada do que parecia à primeira vista, não é mesmo? Estamos no aguardo no contínio dessa pseudo reforma.